A Prefeitura de Correntina, por meio da Secretaria Municipal de Educação, iniciou nesta quarta-feira (15) uma nova etapa da formação continuada dos professores da rede municipal, com foco na educação especial inclusiva e na melhoria dos processos de aprendizagem.
Realizada na Escola Municipal Edivaldo Machado Boaventura, a formação teve como tema "Neurociência e aprendizagem no cotidiano escolar" e reuniu professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental, salas regulares e do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O encontro foi conduzido pela diretora clínica do Instituto Hoffmann, Daiane Hoffmann, e marca o início de um programa que seguirá ao longo de 2026, com novas etapas previstas para 2027.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, é a primeira vez em 16 anos que Correntina desenvolve uma formação dessa abrangência na área da educação inclusiva. Além da capacitação dos professores, o programa prevê acompanhamento nas escolas, avaliação dos estudantes e apoio contínuo aos profissionais.
A iniciativa contará com uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, neuropsicólogos, psicopedagogos e pedagogos, que realizará atendimentos, avaliações e orientações nas unidades escolares. Quando necessário, serão elaborados relatórios técnicos para auxiliar o planejamento pedagógico e definir estratégias adequadas para cada estudante.
Para Daiane Hoffmann, o professor é o protagonista do processo de inclusão. "O professor é o protagonista desse processo. É ele que conhece a realidade pedagógica e sabe onde estão as principais necessidades. Depois das avaliações, nós retornaremos à escola para orientar como aquele estudante aprende e quais estratégias podem ser aplicadas individualmente", disse.
Ela destacou ainda que a metodologia busca fortalecer a própria rede municipal. "Nosso objetivo é capacitar os profissionais do município para que eles desenvolvam a metodologia e caminhem com as próprias pernas. O território é de Correntina, as escolas são de Correntina e os profissionais locais precisam ser fortalecidos para dar continuidade a esse trabalho", afirmou.
O programa também pretende ampliar a identificação de estudantes com altas habilidades ou superdotação, além de acompanhar crianças com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem.
O secretário municipal de Educação, Clériston Mota, afirmou que a iniciativa integra um processo mais amplo de fortalecimento da rede de ensino.
"Não se trata apenas de avaliar as crianças. O trabalho é para garantir direitos, equipar a rede municipal, acompanhar as salas de recursos, orientar os professores e preparar as escolas para atender melhor cada estudante. Fala-se muito em inclusão, mas ela precisa vir acompanhada de preparação e investimento."
Segundo ele, a formação continuada também contribuirá para melhorar os indicadores educacionais, permitindo que os professores identifiquem dificuldades com mais rapidez e reduzam situações que podem levar ao baixo desempenho ou ao abandono escolar.
Os educadores participantes também avaliaram positivamente a iniciativa. A professora Alessandra Silva destacou o caráter permanente da formação. "Não é uma formação que ficará somente neste momento. Ela terá continuidade ao longo do ano e poderá nos ajudar no atendimento às crianças que precisam de apoio, cuidado e inclusão. Isso contribui para o nosso crescimento profissional e também pessoal", declarou.
Já o professor Vanelson Donato ressaltou que a capacitação era aguardada pelos profissionais da área. "Essa formação vai potencializar nosso trabalho, ajudar na identificação das dificuldades e na criação de novas estratégias. Era uma capacitação que os professores da educação inclusiva estavam esperando".