Carlos Muniz explicou que, apesar de perceber apoio da maioria dos parlamentares à iniciativa, o texto seguirá o fluxo normal de tramitação legislativa. Segundo ele, o fato de ocupar a presidência da Câmara não lhe dá qualquer prioridade para acelerar a votação da proposta.
De acordo com o vereador, a matéria deixou de ser apreciada na última sessão porque ele não estava presente durante os trabalhos, situação que impediu o avanço da pauta. Ainda assim, garantiu que o projeto será incluído na programação regular da Casa, ao lado de proposições apresentadas por outros vereadores e pelo Executivo municipal.
“Na realidade, todos os vereadores que eu converso, eles são a favor do projeto. Só que eu não posso, por ser presidente, ter privilégios na Câmara”, afirmou.
Muniz também rebateu especulações sobre um possível acordo com a administração do aeroporto para alterar o conteúdo do projeto. Segundo ele, representantes do terminal participaram de reuniões com parlamentares, mas as sugestões apresentadas não atenderam às mudanças defendidas pela Câmara.
A proposta busca revisar o modelo de cobrança aplicado na área de embarque e desembarque rápido de passageiros. Para o presidente da Câmara, o sistema atualmente adotado penaliza os usuários ao estabelecer um período de tolerância considerado insuficiente.
Na avaliação do vereador, quem ultrapassa o limite de tempo por poucos minutos acaba sendo submetido a uma cobrança elevada, o que gera insatisfação entre passageiros e motoristas que utilizam o serviço.
Como exemplo, Muniz citou alterações realizadas em estacionamentos de centros comerciais de Salvador, onde o período de gratuidade foi ampliado após negociações entre empresários e representantes do poder público.
Para ele, uma revisão semelhante poderia tornar o sistema do aeroporto mais equilibrado e adequado à realidade dos usuários, reduzindo custos e evitando cobranças consideradas excessivas.