O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), minimizou nesta quinta-feira (23) a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Governo da Bahia em 2026. Durante a entrega de uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), em Narandiba, o gestor afirmou que a eleição estadual será definida pela avaliação da administração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), alvo de duras críticas.
Ao ser questionado sobre a participação de Lula na convenção de Jerônimo, Bruno Reis afirmou que o foco da oposição é a gestão estadual.
“A disputa é contra Jerônimo. Infelizmente, ele precisa de uma muleta, de alguém para se apoiar, de alguém para transferir as responsabilidades, as culpas e procurar justificativa.”
Na sequência, o prefeito voltou a criticar a condução das finanças do Estado e disse que, se o governador tivesse uma gestão eficiente, não precisaria recorrer a sucessivos pedidos de empréstimos.
“Se fosse bom e se ele fosse um gestor competente, capaz, precisaria pedir R$ 35 bilhões emprestados? Jerônimo, em três anos e meio, pediu mais dinheiro emprestado do que todos os ex-governadores da Bahia somados.”
Bruno atribuiu o aumento do endividamento estadual à falta de capacidade administrativa e afirmou que o governo deixou de adotar medidas de controle das contas públicas.
“É incompetência, falta de capacidade de gestão, de fazer o dever de casa, conter as despesas antes delas serem feitas, fazer poupança corrente, ter recursos para investimentos e buscar parcerias com o governo federal. Em vez disso, procurou endividar ainda mais a Bahia.”
Para ilustrar a crítica, o prefeito fez uma comparação entre as finanças estaduais e o orçamento de uma família.
“Nem um pai de família faria isso. Se você ganha R$ 10 mil e tem R$ 5 mil comprometidos todo mês com financiamentos, acha que os outros R$ 5 mil vão dar para pagar todas as contas? Essa é a realidade para facilitar a compreensão das pessoas.”
Ao concluir, Bruno Reis afirmou que o volume de empréstimos contratados compromete a capacidade financeira do Estado.
“Jerônimo pegou a metade do orçamento do Estado em um único ano de financiamentos dos empréstimos.”