Bruno Reis culpa governos do PT pela violência em Salvador: “Esse é o quadro”

Foto: Divulgação
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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu aos governos do PT a responsabilidade pelo cenário de violência enfrentado pela Bahia e por Salvador. Durante o lançamento do programa Salvador +Segura, nesta quinta-feira (30), o gestor citou números de homicídios, mortes violentas e roubos e furtos de celulares para fazer críticas à situação da segurança pública no estado e na capital baiana.

"Salvador tem o que governar. Infelizmente, essa realidade do Estado recai com a incidência ainda maior em nossa cidade. E digo com profunda tristeza e pesar, infelizmente, esses são os dados da nossa cidade", afirmou Bruno Reis.

Ao comentar os índices de violência, o prefeito destacou que Salvador teria uma das maiores taxas de homicídios entre as capitais brasileiras, com 52,7 mortes por 100 mil habitantes. Segundo os números apresentados por ele, das 4.573 pessoas que morreram violentamente na Bahia, cerca de 1,3 mil foram vítimas em Salvador.

Bruno Reis também chamou atenção para o número de crianças e adolescentes mortos por disparos de arma de fogo. De acordo com o prefeito, 69 crianças e adolescentes foram baleados e mortos em Salvador e na Região Metropolitana em 2025.

"Crianças que estão perdendo as suas vidas nos bairros por conta das brigas das facções pelo controle das áreas", declarou.

O prefeito também citou 1.505 ocorrências de disparos de armas de fogo registradas ao longo de 2025 em Salvador e na Região Metropolitana. Ainda conforme os dados apresentados por ele, 1.525 pessoas foram baleadas e 1.212 morreram.

"Este é, infelizmente, o quadro que nós temos que enfrentar", afirmou.

Bruno Reis também mencionou os índices de roubos e furtos de celulares. Segundo ele, Salvador aparece em quarto lugar entre as capitais brasileiras nesse tipo de ocorrência, com uma taxa de 1.195 casos por 100 mil habitantes.

Em sua fala, o prefeito ampliou as críticas para o cenário estadual. Segundo Bruno Reis, a Bahia registrou 5.473 mortes violentas no ano passado e estaria na liderança nacional nesse indicador.

"Só no ano passado, gente, morreu em nosso estado 5.473 pessoas. É a primeira do Brasil. O Brasil, como um todo, registrou 40 mil mortes. Só a Bahia foi responsável por 13,4% do total de mortes do país", afirmou.

O prefeito comparou os números da Bahia com os registrados no Rio de Janeiro e em São Paulo e afirmou que o estado baiano teria superado a marca de 4 mil mortes violentas.

"A Bahia está à frente do Rio de Janeiro, que teve 3.890, e de São Paulo, 3.615. Estados com populações muito maiores do que a nossa", disse.

Ao abordar o impacto da violência, Bruno Reis afirmou que as vítimas estão principalmente nas regiões periféricas e são, em sua maioria, jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade.

"Eu digo isso com muita tristeza porque é muito ruim para o Estado, para uma cidade, ter o seu cidadão convivendo com níveis elevadíssimos de insegurança, onde as pessoas estão morrendo, principalmente nas periferias da cidade, a maioria deles jovens, negros, pessoas pobres e mais carentes", declarou.

O prefeito afirmou ainda que o cenário de violência foi um dos fatores que levaram a Prefeitura a acelerar o lançamento do Salvador +Segura. O programa prevê a integração de mais de 10 mil câmeras públicas e privadas, além do uso de Inteligência Artificial, reconhecimento facial, leitura de placas e análise comportamental.

A plataforma deverá integrar a Guarda Civil Municipal, órgãos da Prefeitura e contar com cooperação técnica com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A proposta é ampliar a capacidade de monitoramento e permitir o acionamento das equipes de segurança a partir de alertas gerados pelo sistema.

"É importante e acabou nos motivando a acelerar ainda mais o lançamento desse programa diante da constatação de números que infelizmente nos entristecem", afirmou Bruno Reis.

O prefeito também criticou o histórico da segurança pública na Bahia ao comparar os números do estado com os de outras unidades da federação.

"E todos lembram que no passado o Rio de Janeiro era conhecido como o estado mais violento, era infelizmente o péssimo exemplo na área da segurança pública", declarou.

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