Os investimentos do Governo da Bahia em saúde, educação e segurança pública somaram R$ 133,63 bilhões entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Os dados da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) apontam crescimento dos desembolsos ao longo dos últimos anos, com R$ 31,98 bilhões em 2023 e R$ 37,84 bilhões em 2025. Em 2026, até setembro, as despesas alcançaram R$ 28,64 bilhões.
Segundo a Sefaz-BA, os gastos sociais da atual gestão já registram aumento de 35% em relação ao período de 2019 a 2022, mesmo após a atualização monetária dos valores históricos. O governo atribui o crescimento à expansão das redes de hospitais e policlínicas, das escolas de tempo integral, das delegacias e dos equipamentos destinados às polícias Militar, Civil e Técnica.
“Ampliar e melhorar os equipamentos públicos e a prestação de serviços é nosso compromisso com o povo baiano, que tem reconhecido este esforço”, afirmou Jerônimo Rodrigues. O governador também destacou que o crescimento das despesas evidencia a prioridade dada à área social e atribuiu a capacidade de assegurar os recursos à manutenção do equilíbrio das contas estaduais.
Gastos com saúde e educação superam limites constitucionais
De janeiro a agosto de 2026, a Bahia desembolsou R$ 1,7 bilhão acima dos limites constitucionais somados para despesas próprias com saúde e educação, segundo o secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório.
Na saúde, os valores liquidados chegaram a R$ 6,2 bilhões até agosto, o equivalente a 15,73% da Receita Líquida de Impostos e Transferências Constitucionais. O percentual supera o mínimo constitucional de 12% destinado à área.
Na educação, as despesas próprias totalizaram R$ 10,09 bilhões no mesmo período, correspondendo a 25,58% da receita considerada. O índice também ficou acima do mínimo constitucional de 25%.
Endividamento da Bahia fica em 35% da receita
A relação entre a dívida consolidada líquida e a Receita Corrente Líquida da Bahia caiu de 36%, no final de 2025, para 35% em 2026. De acordo com Manoel Vitório, o indicador permanece abaixo do limite de 200% estabelecido pela Resolução nº 40/2001 do Senado Federal.
Entre os estados citados pela Sefaz-BA, o Rio de Janeiro registra índice de endividamento de 211%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 168%; Minas Gerais, com 147%; e São Paulo, com 113%.
“O baixo endividamento está entre os principais fatores para a manutenção do equilíbrio fiscal pelo governo e a preservação da sua capacidade de investimento”, afirmou o secretário.
Ainda segundo a pasta, 75% dos recursos aplicados em investimentos desde 2023 vieram do Tesouro Estadual, enquanto os valores provenientes de operações de crédito já desembolsados corresponderam a 25% do total.