O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de escolher entre cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral ou priorizar o equilíbrio das contas públicas no próximo mandato. Em entrevista à rádio CBN nesta sexta-feira (6), o ex-prefeito de Salvador avaliou os desafios econômicos do país e disse que as duas medidas seriam incompatíveis.
“Lula vai ter que fazer uma escolha se ele vai cumprir as promessas que fez durante a campanha eleitoral ou se ele vai preservar o Brasil de uma quebradeira, porque é impossível as duas coisas acontecerem”, declarou.
Na avaliação de ACM Neto, o presidente terá dois caminhos: executar os compromissos assumidos durante a disputa eleitoral ou adotar medidas para garantir o equilíbrio fiscal. Entre as ações mencionadas pelo dirigente estão o ajuste das contas públicas e o encaminhamento de reformas ao Congresso Nacional.
“Ou ele vai cumprir o que prometeu e quebrar o Brasil ou vai superar as coisas que prometeu na campanha e garantir o equilíbrio das contas públicas, fazer o ajuste fiscal, encaminhar reformas para o Congresso Nacional e preservar a base econômica brasileira”, afirmou.
O dirigente do União Brasil também disse que ainda não há clareza entre parlamentares sobre a agenda que será apresentada pelo governo federal no próximo mandato. Segundo ele, nas últimas duas semanas, manteve conversas em Brasília com dirigentes do partido e integrantes do Congresso Nacional para discutir as perspectivas da próxima gestão.
“Até agora ninguém sabe exatamente o que vai ser esse Lula quatro, qual vai ser a agenda do governo, quais serão as prioridades que o governo vai apresentar ao Congresso Nacional”, disse.
ACM Neto ainda reafirmou que o União Brasil na Bahia permanecerá na oposição ao PT, mas ressaltou que não pretende adotar uma postura contrária a medidas que possam beneficiar o país. “Eu sou oposição, o União Brasil na Bahia vai se manter na oposição ao PT. Agora, eu não sou torcedor contra o Brasil, eu não sou daqueles que vou defender quanto pior, melhor”, concluiu.