Garantir água para as comunidades e criar condições para que o produtor rural consiga manter a atividade mesmo durante os períodos de estiagem estão entre as principais propostas de ACM Neto (União Brasil) para o semiárido baiano. O candidato ao Governo da Bahia apresentou as medidas nesta quarta-feira (9), durante participação no projeto Bahia na Palma da Mão, do BATV.
Na avaliação de ACM Neto, a falta de infraestrutura hídrica é um dos principais obstáculos ao desenvolvimento da produção agrícola na região. Por isso, o candidato defendeu a ampliação de investimentos em barragens, adutoras, sistemas de abastecimento e perfuração de poços artesianos.
“A água é a coisa mais importante”, afirmou.
A proposta, segundo o candidato, busca atender tanto as necessidades de abastecimento das comunidades rurais quanto a demanda dos produtores que dependem da água para manter suas atividades durante os períodos de seca.
ACM Neto também defendeu a retomada da assistência técnica aos pequenos produtores. Ao abordar o tema, criticou a extinção da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), que, segundo ele, desempenhava papel de orientação aos trabalhadores do campo.
“Vamos garantir que quem vive da terra, o homem do campo, vai ter apoio técnico para produzir”, declarou.
Além da assistência técnica e da oferta de água, o candidato incluiu a infraestrutura viária entre as ações voltadas ao meio rural. A proposta prevê a recuperação e melhoria das estradas vicinais utilizadas para ligar comunidades rurais às sedes municipais, facilitando o deslocamento de moradores e o transporte da produção.
Outra frente defendida por ACM Neto é a criação de condições para facilitar o escoamento dos produtos agrícolas e ampliar o acesso dos produtores a linhas de financiamento.
As medidas apresentadas integram a estratégia do candidato para fortalecer a atividade econômica no semiárido, região marcada por períodos recorrentes de estiagem e pela dependência de políticas de convivência com a seca.
Para ACM Neto, investimentos em infraestrutura hídrica devem ser acompanhados de ações de apoio à produção, de modo a reduzir os impactos da falta de chuvas e dar maior estabilidade às comunidades e aos trabalhadores que vivem da agricultura.