“A gente tem que mudar o chip”: ACM Neto propõe nova estratégia para atrair empresas para a Bahia

Foto: Divulgação
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O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) defendeu, nesta quinta-feira (20), uma mudança na estratégia utilizada pelo estado para atrair empresas e gerar empregos diante das transformações provocadas pela reforma tributária. A declaração ocorreu durante sabatina do jornal A Tarde.

Questionado sobre como pretende enfrentar as restrições à política tradicional de incentivos fiscais, ACM Neto afirmou que a reforma tributária exigirá uma mudança de estratégia por parte dos estados.

“Isso significa que vai ser preciso mudar a mentalidade.”

Segundo o candidato, o modelo de industrialização adotado pela Bahia principalmente entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 esteve baseado na concessão de incentivos fiscais. Com a nova realidade tributária, porém, ele defendeu que o estado passe a competir por investimentos a partir de fatores como infraestrutura, logística, segurança jurídica e estabilidade para os empreendedores.

“A gente tem que mudar o chip. Como é que a gente vai mudar o chip? É fazendo a Bahia um estado diferenciado em termos de infraestrutura e logística.”

ACM Neto também destacou que processos de licenciamento, regulação e fiscalização podem influenciar a decisão de uma empresa sobre onde investir.

Na avaliação apresentada pelo candidato, rodovias, aeroportos, portos e ferrovias terão papel central na estratégia de desenvolvimento econômico da Bahia.

“A questão de infraestrutura, ela é decisiva. Rodovias, aeroportos, portos, ferrovias.”

Durante a entrevista, ACM Neto criticou a situação das ferrovias no estado e citou a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Também questionou a ausência de conclusão do Porto Sul, em Ilhéus, que considera essencial para o escoamento da produção.

“Não adianta você ter ferrovia e rodovia se você não tiver porto.”

O candidato afirmou ainda que a Bahia precisará oferecer um ambiente de negócios capaz de compensar a redução da margem para utilização de incentivos fiscais estaduais.

“Essa questão de logística e de infraestrutura, ela vai ser determinante para substituir as vantagens que antes eram concedidas com a política de incentivos fiscais.”

Além da infraestrutura, ACM Neto defendeu medidas para tornar os processos de abertura e regularização de empreendimentos mais previsíveis e eficientes, incluindo o uso de tecnologia e o cumprimento de prazos.

“O empresário ver que tem prazo, que prazo vai ser cumprido e que tudo vai ser feito com seriedade.”

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