O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou nesta quinta-feira (7) a ameaça de paralisação de 24 horas dos rodoviários prevista para a próxima semana. Durante agenda na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o gestor minimizou o tom alarmista do movimento, classificando-o como parte do ritual anual das campanhas salariais da categoria, mas demonstrou preocupação com o equilíbrio financeiro do transporte público.
Bruno Reis ressaltou que, historicamente, as negociações ocorrem neste período e que a prefeitura tem atuado para garantir que a população não seja prejudicada. "Todo ano é isso. Desde quando essa cidade existe, sempre no mês de maio iniciam as negociações. Eles fazem esses movimentos para tentar ter uma melhor negociação com os empresários. Essa é uma relação privada entre funcionário e patrão", explicou o prefeito, lembrando que o desfecho costuma ocorrer no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
O gestor destacou o papel de mediador exercido pelo município e fez um apelo para que tanto empresários quanto trabalhadores considerem a delicada situação econômica do setor. "A gente espera que não haja greve. Faço um apelo para que ambas as partes entendam a gravidade, hoje, das contas do sistema de transporte público. No final do mês, a prefeitura tem que completar o subsídio para que os salários possam ser pagos", pontuou Bruno.
Além da pressão salarial, o prefeito citou fatores externos que agravam os custos operacionais, como a instabilidade internacional e a alta dos combustíveis. "Estão sofrendo com a guerra lá do Irã; o óleo diesel já teve um aumento significativo e a prefeitura já vai ter que pagar esse desequilíbrio. Tem uma série de problemas pela frente e pedimos que haja um consenso para uma negociação justa para todos", concluiu.