O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), analisou a composição do quadro de postulantes ao Governo da Bahia durante entrevista concedida nesta quarta-feira (9). A declaração ocorreu na solenidade de entrega da Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador, na Casa das Sete Mortes, no Pelourinho.
Ao avaliar a presença de candidaturas de menor porte na disputa estadual, Bruno Reis apontou que a baixa receptividade do eleitorado a esses nomes tende a concentrar os votos do campo progressista e afunilar a disputa entre as duas principais forças políticas do estado.
"Os outros candidatos não estão conseguindo ter um bom desempenho, são candidatos que não são conhecidos, são candidatos que nunca disputaram a eleição. Se você for analisar o próprio Psol na eleição passada, teve apenas 0,7% dos votos. Com todo respeito, o candidato que está aí não está conseguindo performar como o anterior performou. A tendência é Jerônimo ter um pouco mais desse voto útil, que acaba sendo um voto mesmo de esquerda", avaliou o prefeito de Salvador.
Afunilamento do pleito e projeção de vitória em turno único
O gestor contrapôs a conjuntura atual ao cenário observado na última eleição majoritária, destacando que a ausência de uma terceira via expressiva reduz as chances de haver segundo turno no pleito estadual.
"Na minha análise, é eleição de um turno só, só tem dois candidatos. Talvez na passada a gente tinha João Roma, que era candidato e acabou tendo 7% dos votos, e os próprios outros candidatos tiveram ali somados quase 1%, o que levou a eleição para o segundo turno. Dessa vez só tem duas candidaturas. A eleição decide num turno só e com a vitória de ACM Neto, 44 na cabeça e no coração, dia 4 de outubro", concluiu Bruno Reis.