Wilson Cardoso alerta para impacto do diesel nas prefeituras e convoca prefeitos para evento

Foto: Divulgação
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O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, manifestou forte preocupação nesta terça-feira (24) com a escalada de preços dos combustíveis e seu impacto direto nas contas públicas municipais. Em conversa com a imprensa na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o dirigente destacou que, embora o governo estadual tenha adiado o reajuste do ICMS sobre o etanol, o custo elevado do óleo diesel — que subiu quase 30% e ultrapassou o valor da gasolina — tem asfixiado as prefeituras, que dependem do insumo para máquinas pesadas, ambulâncias e transporte escolar.

"O diesel teve um aumento de quase 30%, perdendo aquela lógica de que era mais barato que a gasolina. Isso é uma preocupação muito forte, pois as prefeituras gastam mais quando o combustível sobe. Tem municípios que diminuíram o trabalho na Secretaria de Infraestrutura pelo alto custo", alertou Cardoso. Ele reforçou que o combustível é um insumo básico da "máquina pública" e que a inflação do setor retira recursos que seriam destinados a obras e serviços essenciais.

Pautas Municipalistas e Crianças Atípicas

Aproveitando a mobilização na Alba, o presidente da UPB convocou os gestores baianos para o Salão Sebrae das Cidades Empreendedoras, que acontece entre os dias 25 e 28 de março no Centro de Convenções de Salvador. Segundo Wilson, o dia 27 (sexta-feira) será reservado para debates estratégicos sobre o novo pacto federativo e a redução de alíquotas (especialmente a do INSS patronal), pauta que ele considera essencial para "libertar os municípios".

Além das questões fiscais, Wilson Cardoso trouxe à tona uma demanda social crescente: o apoio a crianças neurodivergentes e atípicas.

Custo Operacional: O gestor explicou que cada relatório médico fechado exige que o município contrate um monitor individual, gerando uma despesa que as prefeituras pequenas não conseguem suportar sozinhas.

Política Nacional: Cardoso defendeu a criação de uma política federal específica para financiar o atendimento a esse público. "O crescimento é muito grande e o município tem que contratar um monitor para cada criança. Precisamos de uma política nacional forte para apoiar os municípios nesse momento", pontuou.

O presidente encerrou reafirmando que a luta pela redução da alíquota do INSS e por um pacto federativo mais justo é uma tarefa de toda a bancada baiana no Congresso. "É essencial para dar apoio aos prefeitos de áreas territoriais grandes com pequenas receitas. Essa é a tarefa que vai garantir fôlego para a saúde e a infraestrutura na ponta", concluiu.

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