O senador Jaques Wagner (PT-BA) não poupou críticas à postura do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate com o presidente Lula, no último domingo (18). Para o senador, Flávio mostrou ao país que “não tem tamanho, estatura ou credenciais para sentar na cadeira de presidente da oitava maior economia do mundo”. “O cara foi perguntado sobre uma porção de coisas, não respondeu e preferiu ficar na piadinha, no desrespeito”, afirmou, em entrevista ao Boa Tarde Bahia, nesta segunda-feira.
Na opinião de Wagner, o comportamento do oposicionista foi “totalmente debochado”, lembrando de colegas inconvenientes dos tempos de escola. “Ele estava gesticulando atrás enquanto o presidente estava falando, parecendo aquele colega chato da escola, se lembra? Se era para tirar a foto de todo mundo, ele ficava por trás, ‘botava chifrinho’. Eu acho ridículo”, disparou.
O senador avaliou que o embate, afinal, ajudou o eleitor a enxergar a diferença entre os dois projetos e tomar sua decisão. “Quem tinha que se orientar acabou vendo um estadista, com a postura de estadista, falando sobre o que era importante, e o jovem debochado brincando com coisas sérias”, comparou.
“[Flávio] não apresentou um programa, uma plataforma de governo. Sinceramente, ele não merece a atenção de quem queira uma presidência séria para o nosso país. Quem ganha com isso é o presidente Lula, porque tem muita gente indecisa”, acrescentou Wagner, em referência ao recorde de abstenções registrado no primeiro turno das eleições.
Sobre o formato do debate, o senador defendeu as sabatinas como o modo mais adequado para esclarecer o voto da população. “Eu dou 10 pontos a mais para as sabatinas do que para os debates. Os debates acabaram virando um pugilato, que eu acho que não é isso que dois candidatos a presidente têm que se submeter perante à população”, concluiu.