Thiancle Araújo e Marcola denunciam policiais infiltrados em atos de campanha

Foto: Divulgação
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O candidato a deputado estadual Thiancle Araújo, conhecido como TH, voltou a questionar a atuação da Polícia Militar após afirmar ter identificado policiais infiltrados à paisana acompanhando eventos de sua campanha. O episódio ocorre depois de Thiancle ter sido conduzido pela PM para uma delegacia durante um evento do Grau realizado em Alagoinhas.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Thiancle e o candidato a deputado federal Marcola afirmaram ter observado a presença de agentes que, segundo eles, seriam ligados à inteligência da Polícia Militar em outros eventos de campanha em Salvador, Vitória da Conquista, Ipiaú e Bom Jesus da Lapa. Os candidatos relatam que policiais sem farda estariam acompanhando a movimentação, fotografando participantes e utilizando veículos descaracterizados.

“Isso é um absurdo. A gente já viu isso do tempo da ditadura. A gente não sabe por quê”, afirmou Thiancle, ao questionar a presença dos agentes durante as atividades.O candidato também questionou a necessidade de uma atuação velada durante eventos públicos de campanha. Para Thiancle, o policiamento destinado à segurança dos atos deveria ocorrer de forma ostensiva e identificada.

A advogada Dra. Valéria Neves também comentou o caso e destacou que a Polícia Militar tem entre suas atribuições o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, com atuação voltada à proteção da vida, da integridade física das pessoas e do patrimônio. Segundo Dra Valéria, em eventos de natureza eleitoral, a atuação policial deve ter como objetivo garantir a realização das atividades com segurança e preservar a ordem pública. Na avaliação da advogada, o policiamento ostensivo deve ser realizado, em regra, por agentes fardados, identificados e com viaturas identificadas.

Ainda de acordo com a advogada, a eventual presença de policiais sem identificação ostensiva e em veículos descaracterizados durante eventos políticos pode gerar questionamentos sobre a transparência da atuação estatal e, caso utilizada para acompanhar atividades eleitorais sem finalidade legítima de segurança, poderia representar uma preocupação do ponto de vista democrático.

O questionamento ganhou maior repercussão entre os candidatos após o episódio de Alagoinhas, quando Thiancle foi conduzido pela Polícia Militar para uma delegacia durante um evento do Grau. Desde então, segundo os relatos publicados nas redes sociais, ele afirma ter percebido a presença de agentes à paisana em outras atividades de sua campanha.

Marcola também se manifestou sobre os episódios e questionou a presença dos agentes nos eventos. Os dois candidatos defendem que a segurança das atividades eleitorais seja realizada de maneira transparente, garantindo a integridade dos participantes e o livre exercício das atividades de campanha.

As informações sobre a presença de agentes da inteligência, a identificação dos policiais e a finalidade do eventual acompanhamento foram apresentadas pelos candidatos em suas redes sociais e não foram, até o momento, confirmadas de forma independente. Também não há, no material divulgado, informação sobre eventual ordem ou determinação da Polícia Militar para a atuação de agentes à paisana nos eventos mencionados.

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