O senador reeleito Jaques Wagner (PT-BA) demonstrou preocupação, nesta quinta-feira (8), com o avanço de forças de extrema-direita no cenário internacional e com o perfil mais conservador do Congresso Nacional eleito no último domingo (4). O parlamentar foi entrevistado pela rádio A TARDE FM.
Apesar da avaliação, Wagner defendeu a necessidade de diálogo com parlamentares de centro e de direita para garantir a governabilidade de um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o senador, a articulação política será necessária diante da composição do próximo Congresso.
Wagner critica avanço da extrema-direita
“Esse é um movimento quase mundial, da onda conservadora no mundo inteiro. Eu vejo líderes da extrema-direita com o mesmo perfil, achando que seu país tem que ser o dono de tudo, além de um certo desprezo pela democracia”, afirmou o petista.
O senador também comparou o cenário projetado para o próximo Congresso com o período atual do governo Lula. Segundo Wagner, a falta de uma maioria consolidada já trouxe dificuldades para a articulação política do governo nos últimos quatro anos.
Diálogo com centro e direita
“Já foram difíceis os últimos quatro anos de Lula, quando não tínhamos maioria consolidada. Vamos ter que ter habilidade para trafegar num Congresso bastante conservador em sua maioria”, acrescentou.
Wagner afirmou que um eventual novo governo precisará construir pontes com diferentes grupos políticos para aprovar projetos no Legislativo. Ele defendeu conversas com parlamentares de centro e de direita, mas fez uma ressalva em relação à extrema-direita.
“Teremos que ter habilidade de conversar com as pessoas de centro e até de direita, mas não de extrema-direita. Eu não consigo conversar com quem não tem bom senso”, afirmou.