“Sou amplamente favorável”: Bruno Reis fala sobre Bolsa Família e canetas emagrecedoras gratuitas

Foto: Divulgação
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O prefeito de Salvador, Bruno Reis, questionou nesta quinta-feira (18) o momento escolhido pelo governo federal para anunciar novas medidas sociais e de saúde, a poucas semanas das eleições de 2026. A declaração ocorreu durante o lançamento da Casa Espetáculo, no Comércio, em Salvador, e veio acompanhada de uma ressalva: o prefeito afirmou ser favorável às políticas públicas citadas.

Sem especificar quais ações motivaram sua crítica, Bruno Reis argumentou que medidas com impacto direto na população poderiam ter sido adotadas anteriormente, durante o mandato presidencial.

“Qualquer medida que um candidato poderia ter tomado durante os quatro anos do seu mandato e não fez, deixa para fazer na véspera da eleição, com certeza, porque deve ter dados que sinalizam que há uma frustração das pessoas, que há uma decepção das pessoas, porque suas expectativas não foram atendidas”, afirmou.

Entre as iniciativas recentes do governo federal estão o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, e o anúncio de medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade pelo SUS.

Ao comentar essas medidas, o prefeito fez questão de diferenciar a avaliação sobre o momento dos anúncios da sua posição sobre as políticas públicas em si. Bruno declarou apoio ao reajuste do programa de transferência de renda e também à possibilidade de fornecimento gratuito dos medicamentos para emagrecimento.

“Eu sempre defendo as políticas públicas, defendo o reajuste do Bolsa Família, defendo que, se for possível fornecer gratuitamente as canetas de emagrecimento, a gente agradece e sou amplamente favorável para que possa ocorrer”, declarou.

O reajuste do Bolsa Família foi anunciado pelo governo como uma recomposição inflacionária. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026, enquanto o governo afirma que há espaço fiscal para sua implementação.

Bruno Reis afirmou que a disputa política deve ser conduzida pelos candidatos envolvidos na eleição.

“As discussões políticas ficam para quem é candidato”, disse.

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