O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal pelo PT, Rui Costa, voltou a rebater críticas relacionadas ao caso da compra frustrada de respiradores durante a pandemia da Covid-19. Em entrevista concedida nesta terça-feira (7) à Rádio Baiana FM, o petista afirmou que há uma diferença entre sua conduta e a do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e disse que foi responsável por determinar a prisão dos envolvidos no esquema investigado.
Ao responder às declarações do adversário político, Rui Costa afirmou que não aceita que o caso seja utilizado como instrumento de ataque político.
"Tem uma diferença entre eu e você. Eu mandei prender os bandidos que roubaram os respiradores."
Na sequência, o ex-governador destacou que a decisão de colocar os investigados em liberdade não partiu do Poder Executivo.
"Eles ficaram cinco dias presos. Quem mandou soltar não fui eu, foi a Justiça. E eu cobro há seis anos a solução desse caso."
Rui também fez referência a investigações envolvendo o chamado "Rei do Lixo", expressão utilizada para se referir a um empresário investigado pela Polícia Federal em diferentes operações. Sem apresentar novos elementos sobre os processos, o petista afirmou que reportagens e investigações relacionaram ACM Neto ao empresário.
"As investigações mostraram que você estava viajando para Las Vegas com o 'Rei do Lixo'. Eu não viajei com quem foi preso."
O ex-ministro também mencionou depoimentos e informações constantes em investigações da Polícia Federal sobre articulações políticas em Belo Horizonte, alegando que o nome de ACM Neto aparece em mensagens analisadas durante a apuração.
"Não fui eu que mandei ele negociar cargos. Então, não cite o caso dos respiradores porque uma coisa não tem relação com a outra, e você sabe disso."
Ao concluir, Rui Costa afirmou que o adversário utiliza esse tipo de estratégia de forma recorrente durante o debate político.
"Ele adota esse estilo. As pessoas vão cumprindo tarefa."