O ex-governador da Bahia e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), fez duras críticas neste sábado (25) ao pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o prefeito de Salvador, Bruno Reis(UB), ao defender a construção da Ponte Salvador-Itaparica durante o Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em Valença. Em seu discurso, Rui acusou a oposição de desacreditar grandes obras estruturantes e de não priorizar o desenvolvimento do interior do estado.
Sem citar diretamente ACM Neto em alguns momentos, Rui afirmou que os críticos da ponte subestimam a capacidade técnica do consórcio responsável pelo empreendimento e ironizou as opiniões contrárias ao projeto.
“Eles ficam debochando sobre a Ponte Salvador-Itaparica. Eu queria que eles dessem um monte de engenheiro para dizer como é que os chineses vão construir ponte. Os chineses são responsáveis por quase a totalidade das grandes pontes construídas no mundo. Eles dominam essa tecnologia”, afirmou.
Na sequência, o petista elevou o tom e criticou pessoas que, segundo ele, opinam sobre a obra sem conhecimento técnico.
“Fica um bando de Zé Mané dando palpite sobre a posição da ponte. Um bando de gente desqualificada, de menino que não estudou, que pega um celular e sai falando bobagem. Vão estudar, vão conhecer a vida real”, declarou.
Rui Costa também comparou a resistência à Ponte Salvador-Itaparica às críticas recebidas durante a implantação do metrô de Salvador, obra iniciada em sua gestão.
“Eles não acreditavam no metrô, e hoje o metrô está funcionando. Agora fazem a mesma coisa com a ponte”, disse.
O ex-governador ainda acusou adversários políticos de ignorarem as necessidades do interior da Bahia e das áreas mais populares da capital baiana. Segundo Rui, os investimentos realizados pelos governos do PT demonstram uma diferença de prioridades entre os grupos políticos.
“Eles nunca enxergaram vocês. Nunca enxergaram o interior da Bahia, as baixadas de Salvador, os bairros populares. Sempre viraram as costas. Essa é a grande diferença entre eles e nós”, afirmou.