Rui Costa atribui percepção econômica a efeitos da pandemia e alerta para endividamento das famílias

Foto: Divulgação
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Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (27) à Rádio Metrópole, o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), comentou os desafios atuais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em recuperar a percepção de melhora econômica entre a população, especialmente quando comparada aos primeiros mandatos do petista.

Ao responder sobre análises de pesquisadores, como Felipe Nunes, Rui Costa afirmou que houve, de fato, avanços concretos nos governos anteriores de Lula que impactaram diretamente a autoestima da população, como maior acesso ao consumo e à mobilidade social. No entanto, segundo ele, o cenário global atual é diferente.

“O presidente Lula retomou o poder de compra dos trabalhadores, com a maior massa salarial da história do Brasil, mas ainda há impacto de um choque global de preços causado pela pandemia de COVID-19, que afetou todos os países”, explicou.

De acordo com Rui Costa, embora haja recuperação econômica e política de valorização do salário mínimo, o poder de compra ainda não voltou ao patamar de 2010 devido à inflação internacional registrada nos últimos anos. Ele destacou que essa recuperação tem sido gradual em todo o mundo.

O ex-ministro também chamou atenção para mudanças no comportamento de consumo da população, impulsionadas pela digitalização. Segundo ele, a facilidade de compras online e o parcelamento ampliado têm contribuído para o aumento do endividamento das famílias.

“Hoje, com um celular, você compra sem sair de casa e parcela em várias vezes. O problema é que várias parcelas pequenas acabam se transformando em um valor alto no fim do mês”, alertou.

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