Roberta Santana rebate ACM Neto: “É preciso conhecer para propor”

Foto: Divulgação
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A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, saiu em defesa da gestão da saúde pública na Bahia e rebateu as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), sobre o funcionamento da regulação estadual. Durante evento realizado nesta quinta-feira (11), no Parque de Exposições, em Salvador, a gestora afirmou que qualquer avaliação sobre o sistema precisa levar em conta a realidade da rede assistencial baiana e os investimentos realizados pelo Governo do Estado.

Ao comentar as declarações do líder oposicionista, Roberta destacou que a estrutura de atendimento na Bahia exige uma lógica regionalizada, sobretudo devido às características demográficas dos municípios do interior.

Segundo a secretária, dezenas de cidades baianas possuem população reduzida e não contam com hospitais próprios ou unidades de alta complexidade, o que torna indispensável a integração dos serviços entre diferentes regiões do estado.

“Mais de 40% dos nossos municípios têm menos de 20 mil habitantes. Nós temos situações de municípios com 5 mil habitantes que não têm nenhum hospital municipal, nem um hospital privado. Então a rede tem que funcionar de forma regionalizada”, explicou.

A titular da Sesab também contestou as sugestões apresentadas por ACM Neto para ampliar a oferta de atendimento, argumentando que as medidas mencionadas já fazem parte da política estadual de saúde.

“Hoje a Bahia, se ele não tem conhecimento, tem credenciamento aberto para contratualização de leito de UTI, UTI pediátrica, serviços de ortopedia. São mais de 3.700 leitos contratualizados na rede privada e filantrópica em toda a Bahia. Então é primeiro importante conhecer o que está sendo feito”, afirmou.

Roberta Santana ressaltou ainda os investimentos realizados pelo governo estadual nos últimos anos e citou a entrega de novas unidades hospitalares como parte da estratégia para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.

De acordo com a secretária, os números da regulação demonstram avanços no sistema. Ela afirmou que mais de 67% dos pacientes são atendidos em até 24 horas e defendeu que o debate sobre a saúde pública seja baseado em dados e informações técnicas.

“A regulação tem mostrado os resultados. Mais de 67% dos pacientes são atendidos em 24 horas. Esses dados estão à disposição, mas é preciso conhecer para propor”, concluiu.

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