“Quando bota assinatura e tira, é uma vergonha”, diz Otto sobre fim da escala 6×1

Foto: Divulgação
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Durante agenda do Programa de Governo Participativo (PGP) em Guanambi, no sudoeste baiano, o senador Otto Alencar (PSD-BA) voltou a defender mudanças na escala de trabalho 6×1 e criticou parlamentares que retiraram apoio de uma proposta relacionada ao tema após assinarem o texto no Congresso Nacional.

Ao comentar a discussão sobre a carga horária de trabalhadores brasileiros, Otto afirmou que parte da resistência à mudança estaria ligada à falta de vivência profissional de alguns integrantes da classe política. Segundo o senador, muitos parlamentares desconhecem a realidade enfrentada diariamente pelos trabalhadores da iniciativa privada.

“É quem nunca trabalhou na vida, que caiu tudo no colo, que nunca ralou pra chegar onde nós chegamos com o trabalho”, declarou.

O parlamentar também demonstrou insatisfação com deputados que inicialmente apoiaram a proposta e depois recuaram da assinatura. Para Otto, esse tipo de postura compromete a credibilidade política do debate.

“E pior o seguinte, quando bota assinatura e tira, aí é uma vergonha”, afirmou.

Durante o discurso, o senador argumentou que diversos setores econômicos já vêm adotando modelos de jornada reduzida sem prejuízo à produtividade. Como exemplo, citou empresas que passaram a operar em escalas 5×2.

Otto também mencionou a construção civil para defender a possibilidade de ajustes na carga horária semanal. Segundo ele, pequenas alterações na distribuição das horas de trabalho não causariam impactos negativos ao setor.

Ao justificar sua posição, o senador lembrou da própria trajetória profissional antes da vida política e afirmou conhecer de perto a rotina de trabalhadores em diferentes áreas da economia.

“Tenho plantão muitos anos em pronto-socorro, trabalhei na iniciativa privada, conheço a realidade de quem trabalha no porto, na indústria e no comércio”, disse.

Por fim, Otto Alencar afirmou que considera necessária a aprovação imediata de mudanças na escala de trabalho e destacou que a proposta já avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

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