O vereador e pré-candidato a deputado federal, Pastor Abrão (PL), em entrevista concedida nesta terça-feira (9), detalhou a estratégia de distribuição geográfica de suas bases eleitorais para a campanha rumo à Câmara dos Deputados. O parlamentar apontou o município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, como o epicentro de sua força política, mas ressaltou a absorção de espólios políticos deixados por lideranças aliadas e o peso do voto ideológico ligado ao eleitorado conservador e evangélico em outras regiões da Bahia.
O pré-candidato esclareceu que a sua sustentação eleitoral combina a representatividade do segmento religioso com heranças políticas diretas, além do impulsionamento natural gerado pela legenda atual.
"Eu sou de Lauro de Freitas, então entendo que lá vou ter um potencial maior eleitoral. E tenho algumas cidades onde recebi herança política de Alex. Então, Barra do Mendes é uma cidade que eu tenho herança, e não é só da igreja, é herança política de Alex. Acho que tem algumas cidades que a gente vai conseguir pontuar um pouco mais do que outras. Mas o forte mesmo é o segmento do Evangelho, que é a igreja. O PL facilitou muito porque vai ter um voto também ideológico, né? Está fora do segmento, tem quem vai seguir alguém no PL e aí isso facilita também um pouco", avaliou o parlamentar.
Questionamentos sobre janela partidária e tensões de bastidores
Ao ser questionado sobre as movimentações da janela partidária e o clima interno na sigla — diante de queixas de parlamentares veteranos com mandato sobre o ingresso de novos nomes competitivos, a exemplo dele e do deputado estadual Samuel Júnior —, Pastor Abrão minimizou os ruídos entre os correligionários. O vereador pontuou que não enfrentou oposição direta por parte dos pré-candidatos da legenda, localizando as críticas estritamente em setores mais radicais da militância digital.
O parlamentar classificou a reação adversa de alguns militantes como um comportamento natural de setores extremistas que orbitam a legenda, fazendo alusão ao seu histórico de trânsito em agremiações de centro antes da filiação ao Partido Liberal.
"De candidato, não senti resistência. Agora, de apoiador, teve quem se manifestou contra. Foi só uma pessoa, pelo menos uma, que na rede social resolveu se manifestar, dizendo que nós não éramos de fato do PL na essência. Então, isso faz parte. Eu entendo que gerou uma preocupação. Existe em toda parte aquela ala mais extremista, e essa ala aí vai se opor, no meu caso, quando olham que vim do PL ou se vim do Podemos", minimizou o vereador.