Pastor Abrão elenca bandeiras para a Câmara Federal e defende equilíbrio econômico entre privatizações e papel do Estado

Foto: Divulgação
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O vereador e pré-candidato a deputado federal, Pastor Abrão (PL), detalhou em entrevista coletiva nesta terça-feira (9) as principais diretrizes programáticas que pretende converter em projetos de lei e emendas orçamentárias caso conquiste uma cadeira no Congresso Nacional. O parlamentar reafirmou sua identidade política conservadora, estruturada em pautas de costumes fundamentadas nos preceitos cristãos, mas dedicou parte significativa de seu pronunciamento para detalhar suas convicções econômicas e administrativas sobre o tamanho ideal do Estado brasileiro.

No campo comportamental e educacional, o pré-candidato reforçou o alinhamento com a agenda tradicional da direita nacional, posicionando-se contra a interrupção voluntária da gravidez e defendendo o endurecimento da legislação criminal.

"Eu me defendo como conservador, e claro que eu entendo que tem pautas que fazem parte da minha essência enquanto cristão. Vou dizer: família, eu sou contra o aborto, sou a favor da redução da maioridade penal, eu sou a favor de um conceito mais moralista nas escolas. Mas, por exemplo, quando eu falo de economia, eu quero um Estado mínimo e não um Estado gigante como está aí. Quando eu falo em poder público, eu quero um poder público com menos funcionários do que tem agora. Quando eu falo em segurança pública, eu acho que tem que agir com rigor para aqueles que merecem a punição. Eu entendo que o Estado ficou muito maleável com aqueles que não querem nenhum tipo de melhora, eles querem de fato fazer o que estão fazendo", argumentou o vereador.

Modelo econômico e a influência de teorias de mercado

Ao aprofundar o debate sobre a condução da política macroeconômica do país, Pastor Abrão sinalizou um distanciamento de visões consideradas extremas. Embora defenda a redução da máquina administrativa, o estímulo à industrialização regional e a concessão de ativos públicos à iniciativa privada, o parlamentar rejeitou o liberalismo absoluto ao citar o economista John Maynard Keynes para justificar a necessidade de intervenções estatais pontuais em setores de relevância estratégica.

O pré-candidato utilizou conceitos das principais correntes do pensamento econômico para ilustrar a postura pragmática que pretende adotar nas votações da ordem econômica na Câmara Federal.

"No meu conceito conservador, defendo a questão da industrialização e defendo, em alguns casos, a questão da privatização. Digo alguns casos porque não são todos, acho que o Estado também não pode ser isento. Se eu fosse usar uma expressão de uma referência econômica, eu diria o Keynes. Adam Smith é a mão invisível, Marx é o Estado grande, e Keynes fala da utilidade, de que tem coisas que são importantes e outras nem tanto", concluiu Pastor Abrão, apontando para uma atuação focada na eficiência fiscal e na preservação regulatória do Estado.

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