Pastor Abrão defende ACM Neto como voto útil para o governo da Bahia e aponta convergência ideológica do eleitorado cristão

Foto: Divulgação
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O vereador e pré-candidato a deputado federal, Pastor Abrão (PL), em entrevista concedida nesta terça-feira (9), analisou o cenário eleitoral para a disputa do governo da Bahia e o comportamento das lideranças evangélicas diante das articulações da oposição. Questionado sobre o distanciamento político entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e o senador Flávio Bolsonaro, o parlamentar defendeu o apoio à postulação do União Brasil. Salles classificou a aliança como uma escolha estratégica e de "voto útil" para promover uma alternância de poder no Palácio de Ondina.

O parlamentar minimizou o risco de uma fragmentação acentuada no segmento cristão e pontuou que, embora o voto seja soberano e livre de imposições institucionais por parte da igreja, o desejo de mudança administrativa e o alinhamento com pautas conservadoras devem unificar a maior parte dos fiéis em torno da oposição ao atual modelo de gestão estadual.

"O voto é livre, cada um se posiciona como achar que deve. A igreja tem o dever de conscientização, de apresentar seus valores pautados nas escrituras. Então tem aqueles que entendem que Neto não é a melhor opção. No meu caso, já me posicionei em favor de Neto porque nós temos o interesse principal de mudar o que a gente está. Então Neto seria o voto útil. Embora também compreenda que Neto tem uma importância no processo político atual porque vai tentar readequar e readaptar aquilo que já está fora do trilho. Quando eu penso hoje na violência, o PT já mostrou que não tem interesse em resolver, e Neto me apresenta uma possibilidade de voltar para o trilho. Apresenta uma qualidade de gestão que eu acho que é necessária para a Bahia nos tempos que nós estamos vivendo. Somado a isso, a proposta ideológica do União Brasil coaduna mais com aquilo que eu acredito", justificou o vereador.

Gestão pública, segurança e o comportamento das bases cristãs

Ao aprofundar os motivos que sustentam a adesão de setores evangélicos à candidatura de oposição, Pastor Abrão destacou a crise na segurança pública como o principal fator de desgaste do grupo governista. Para ele, as credenciais administrativas apresentadas por ACM Neto em suas gestões anteriores servem como polo de atração tanto para eleitores que avaliam critérios técnicos quanto para aqueles cuja motivação principal é encerrar o ciclo do Partido dos Trabalhadores no Executivo baiano.

O pré-candidato do Partido Liberal concluiu reiterando o caráter consultivo e de orientação cidadã que as lideranças pastorais exercem, sem que isso signifique um cerceamento da autonomia política do eleitorado nas urnas.

"Imagino que o segmento evangélico em grande parte vai caminhar com Neto, em razão da mudança que está proposta, e com Flávio. E por que Neto? Alguns porque acham que Neto é indispensável, dado o seu perfil de gestor. Outros porque querem tirar o PT. Agora, vai ter aqueles que vão realmente migrar para o outro lado, não tem para onde fugir. Torno a dizer, o voto é livre, a igreja não impõe o voto. A igreja tem a opinião dela enquanto na sua liderança, como cidadão diz assim: eu prefiro fulano ou beltrano", finalizou Pastor Abrão.

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