A ex-vereadora de Salvador Leo Kret (PDT) se pronunciou após ter o nome citado na “Operação Sponsor”, deflagrada nesta terça-feira (26) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A investigação apura suspeitas de desvios de recursos públicos destinados a eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ na capital baiana.
Em declaração divulgada após a operação, Leo Kret negou qualquer participação nas irregularidades investigadas e afirmou que seu nome apareceu vinculado a um contrato que, segundo ela, não possui sua assinatura.
“Eu não fui presa e o meu nome foi mencionado por um contrato que eu nem assino”, afirmou.
A ex-vereadora disse ainda que acionou a defesa jurídica para acompanhar o caso e garantiu que os esclarecimentos serão apresentados no decorrer das investigações.
“Já acionei os meus advogados e, no momento oportuno, vocês vão saber de toda a situação. A Bahia inteira conhece minha índole e meu trabalho com a população”, declarou.
A “Operação Sponsor” investiga possíveis crimes de peculato, fraude em licitações e desvio de verbas públicas relacionadas à realização de eventos carnavalescos e projetos ligados à comunidade LGBTI+ em Salvador.
Segundo o Ministério Público, os recursos teriam sido direcionados por meio de uma associação suspeita de atuar como entidade de fachada. O valor investigado ultrapassa R$ 1,1 milhão.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em um órgão público, em endereços ligados aos investigados e na sede da associação alvo da apuração. A Justiça também determinou o afastamento de dirigentes da entidade e de servidoras municipais investigadas.
O caso começou a ser apurado após denúncias apresentadas por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTI+, que relataram supostas irregularidades na execução do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.