“O eleitor é soberano para decidir”, diz Rui Costa ao criticar candidatos que, segundo ele, escondem apoios políticos

Foto: Divulgação
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O candidato ao Senado, Rui Costa (PT) defendeu, nesta quinta-feira (17), que o eleitor tenha acesso claro às posições políticas dos candidatos durante a campanha eleitoral. Em entrevista à Rádio Caraíbas FM, de Irecê, o ex-governador afirmou que o cidadão é livre para escolher os nomes que quiser, mas criticou estratégias que, segundo ele, tentam esconder alianças e apoios.

“O eleitor é soberano para decidir. O eleitor pode fazer a salada de fruta que ele quiser. Não é recomendável, não é o que a gente ajuda ao país a andar para frente”, afirmou.

Rui comparou a escolha de candidatos de diferentes grupos políticos a uma canoa em que duas pessoas remam em direções opostas. Segundo ele, a situação pode dificultar a execução de um mesmo projeto político. “Nós queremos que o Brasil acelere, que a Bahia acelere. É por isso que a gente pede para as pessoas votarem do time completo”, declarou.

O candidato, porém, ressaltou que sua crítica não é direcionada à liberdade de escolha do eleitor. “O problema não é o eleitor, o problema é da orientação da campanha”, disse. Para Rui, a questão está no uso de materiais e estratégias de comunicação que possam levar o eleitor a acreditar que determinado candidato apoia um grupo político quando, na avaliação dele, isso não ocorre.

“É disso que nós estamos falando, da desonestidade de candidatos que escondem quem de fato apoia”, afirmou Rui. Ele também criticou o que chamou de distribuição conjunta de materiais de campanha de candidatos que possuem posições políticas diferentes.

Durante a entrevista, Rui citou ainda uma pesquisa interna realizada por seu grupo, segundo a qual 60% das pessoas consultadas não teriam identificado peças de televisão da campanha. O dado, por se tratar de levantamento interno mencionado pelo candidato, não foi apresentado com metodologia ou documentação na entrevista.

Ao final, Rui afirmou que o eleitor deve ter condições de conhecer as alianças dos candidatos antes de tomar sua decisão. “Se o povo quiser misturar, a decisão é das pessoas. Mas o povo tem o direito de saber”, declarou.

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