“Nada pros trabalhadores é de graça”: Loyola defende fim da escala 6x1 e rebate Flávio Bolsonaro

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Articulador político de Jerônimo Rodrigues afirma que conquistas trabalhistas exigem mobilização e cobra posicionamento sobre proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho

“É sempre com luta.” A declaração do secretário e articulador político Adolpho Loyola (PT) resume a posição que ele apresentou nesta quarta-feira (14), em Salvador, ao defender o fim da escala de trabalho 6x1 e comentar as movimentações do senador Flávio Bolsonaro (PL) em torno do tema. Para Loyola, a discussão sobre a jornada de trabalho evidencia a importância da pressão popular na defesa de direitos trabalhistas.

Durante um encontro com prefeitos e lideranças políticas ligadas ao governo estadual, o petista afirmou que a mudança de posicionamento de setores da oposição em relação à proposta deve ser acompanhada de apoio efetivo à medida no Congresso Nacional.

“Acho que ele tá sentindo as pautas que ele sempre negligenciou e criminalizou. Tá vendo que agora não pode ser contra o trabalhador”, declarou Loyola, ao comentar a posição de Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6x1.

“É bom que ele vote”, diz Loyola

O articulador político defendeu que o apoio anunciado pelo senador à mudança na jornada se traduza em votos favoráveis à proposta. Para Loyola, a votação representa uma oportunidade de avançar na ampliação dos direitos dos trabalhadores.

“É bom que ele vote o fim da escala 6x1, porque a gente mostra e a gente ganha. É um direito adquirido, mais um direito dos trabalhadores”, afirmou.

A discussão ocorre em meio ao debate nacional sobre a redução da jornada semanal e a garantia de dois dias de descanso. As propostas em discussão apresentam diferenças quanto ao modelo de contratação, à remuneração e às condições para a implementação das mudanças.

Enquanto a proposta defendida pelo governo Lula prevê redução da jornada sem diminuição salarial, a alternativa associada a Flávio Bolsonaro contempla maior flexibilidade na organização do trabalho, incluindo a possibilidade de remuneração proporcional às horas trabalhadas.

“Nada pros trabalhadores é de graça”

Ao reforçar sua defesa da pauta trabalhista, Loyola argumentou que a conquista de direitos depende da participação política e da mobilização social. A declaração foi uma das principais mensagens deixadas pelo petista durante o encontro.

“E nada pros trabalhadores é de graça, é sempre com luta. E nós vamos lutar pra garantir isso”, disse.

A fala reforça a posição do grupo político ligado ao governador Jerônimo Rodrigues, que defende o avanço da proposta de encerramento da escala 6x1 como parte da agenda de direitos sociais.

O tema ganhou destaque no debate político nacional e passou a integrar as discussões entre os candidatos à Presidência, com diferentes propostas sobre a organização da jornada de trabalho e os efeitos das mudanças para empregados e empregadores.

A tramitação da proposta no Congresso deverá definir os termos finais de uma eventual alteração nas regras trabalhistas.

Compartilhe:

Siga a gente Instagram | Facebook | Twitter | Youtube

LEIA TAMBÉM

PUBLICIDADE

REDES SOCIAIS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido.