A entrada do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), na chapa de oposição como candidato a vice-governador não teria provocado uma migração significativa de prefeitos do Médio Rio de Contas para o grupo liderado por ACM Neto (União Brasil). A avaliação é do secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, que afirmou que o governo Jerônimo Rodrigues (PT) mantém a maior parte dos gestores municipais da região em sua base.
Segundo Loyola, Zé Cocá possui influência política no Médio Rio de Contas, mas não teria levado consigo a maioria dos prefeitos com os quais mantém articulação regional.
“Nós fizemos um diálogo com o Zé o tempo inteiro, como o governador fez com todos os partidos. Zé Cocá tem uma liderança na região, mas dos prefeitos que ele tem na região, apenas dois seguem com ele. Todos os outros vão seguir conosco”, declarou.
O secretário atribuiu a permanência dos gestores na base governista à estratégia de diálogo adotada pelo Palácio de Ondina nas articulações com prefeitos, vereadores e lideranças políticas do interior.
Loyola também aproveitou para diferenciar essa postura de métodos de pressão política e defendeu que a construção de alianças seja baseada em negociação.
“Construção não é no chicote, nunca com pressão, nunca com submissão, mas com muito diálogo e com muita conversa”, afirmou.
Loyola cita avanço sobre cidades de ACM Neto
Na tentativa de demonstrar o que considera ser o fortalecimento da base governista no interior, Adolpho Loyola citou municípios onde ACM Neto venceu Jerônimo Rodrigues na eleição estadual anterior.
Segundo o secretário, o governo estadual teria conseguido reverter o cenário político nessas localidades.
“Peguei a lista das 40 cidades onde ACM Neto ganhou da gente na eleição passada. Todos esses 40 hoje nos apoiam”, sustentou.
A declaração coloca o movimento de prefeitos e lideranças municipais no centro da estratégia eleitoral do governo para 2026, especialmente em regiões onde a oposição busca ampliar sua presença.
“Ele fez a opção dele”
Ao comentar especificamente a decisão de Zé Cocá, Loyola afirmou que o governo tentou manter o prefeito na aliança de Jerônimo, mas respeitou a escolha política feita pelo gestor.
“Nós tentamos, fiz do nosso diálogo o intuito de tê-lo aqui como mais um da nossa aliança. Mas ele fez uma opção, não posso desejar sorte para ele, mas nós vamos continuar trabalhando”, declarou.
O secretário afirmou ainda que o governo pretende preservar a interlocução com as lideranças políticas do Médio Rio de Contas, independentemente do posicionamento de Zé Cocá.
“Continuamos o diálogo com os prefeitos, vereadores e lideranças. Ele fez a opção dele, paciência”, concluiu Loyola.