Jerônimo Rodrigues destaca trajetória familiar e promete ampliar políticas de proteção às mulheres na Bahia

Foto: Divulgação
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A experiência de ter sido criado pela mãe e por cinco irmãs foi citada pelo governador e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), neste domingo (9), durante debate eleitoral, como uma das razões pessoais para sua defesa de políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres. Ao responder sobre o tema, o petista afirmou que sua história familiar influenciou a forma como enxerga o respeito e a proteção às mulheres.

“Meu pai teve que trabalhar fora e foi a minha mãe a chefe de família. Eu fui criado por ela e por cinco irmãs, cinco irmãs mulheres”, relatou.

Jerônimo afirmou que a convivência familiar também contribuiu para sua formação e para o entendimento sobre o papel das mulheres na sociedade.

“Elas me educaram a me conduzir por um caminho de respeito às mulheres, de amor, mais do que só de solidariedade, mas, acima de tudo, eu aprendi o lugar da mulher”, declarou.

Segundo o governador, a violência contra mulheres provoca nele uma reação pessoal por estar relacionada à própria trajetória de vida.

“Então, cada ato contra as mulheres, seja onde for e da forma que for, me machuca profundamente pela minha origem e pela minha história”, afirmou.

Secretaria e ações nos municípios

Ao apresentar as ações realizadas durante os três anos e meio de governo, Jerônimo destacou a criação da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) e afirmou que a estrutura tem trabalhado para ampliar a presença das políticas de proteção nos municípios baianos.

De acordo com o governador, a intenção é estimular a criação de estruturas municipais dedicadas ao tema nos 417 municípios da Bahia. Segundo ele, mesmo nos locais onde não houver uma secretaria específica, a proposta é que exista uma coordenação ou órgão responsável por conduzir as políticas voltadas às mulheres.

“Nós estamos fazendo um trabalho com a SPM, como assim chamamos a secretaria, para que essas ações repercutam nos municípios, para que cada município possa ter talvez não uma secretaria, mas uma coordenação, um órgão dirigente”, afirmou.

Ronda Maria da Penha

Jerônimo também citou a atuação da segurança pública no combate à violência contra as mulheres e destacou a Ronda Maria da Penha como uma das iniciativas que, segundo ele, ganharam reconhecimento no estado.

“A Bahia também hoje é referência pela criação da Ronda Maria da Penha”, disse.

O governador afirmou ainda que a estrutura de proteção foi ampliada e passou a contar com um pelotão, dentro da estratégia estadual de atendimento e proteção às mulheres vítimas de violência.

Educação e mudança cultural

Para Jerônimo, o enfrentamento à violência contra a mulher precisa começar ainda na formação das crianças e adolescentes. O pré-candidato afirmou que pretende fortalecer ações de educação voltadas à construção de uma cultura de respeito.

Segundo ele, o plano de governo prevê ampliar iniciativas nas escolas da rede estadual, com capacitação de professores e orientações destinadas aos estudantes.

“Quero dizer que o meu programa de governo consta o fortalecimento da cultura do respeito, da educação na escola”, afirmou.

Jerônimo defendeu ainda que o trabalho de conscientização envolva meninos e meninas desde os primeiros anos de formação.

“Para que os estudantes, não só as meninas, mas os meninos principalmente, comecem desde cedo, desde a creche, para que a nossa cultura possa banir, tirar do nosso meio qualquer risco de mulher ser morta por ser mulher”, declarou.

Ao concluir a resposta, o governador reforçou que considera a prevenção, a educação, a segurança e a estrutura de proteção elementos complementares no enfrentamento à violência contra as mulheres.

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