Jaques Wagner relembra vitória de 2006 e diz: “Com 2%, diziam que eu nem iria ao segundo turno. Ganhei no primeiro”

Foto: Divulgação
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Durante o Programa de Governo Participativo (PGP), realizado neste domingo (19), em Teixeira de Freitas, o senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) relembrou a campanha que o levou ao Governo da Bahia, em 2006, e afirmou que contrariou as expectativas da época ao vencer ainda no primeiro turno, apesar de aparecer atrás nas pesquisas durante a disputa.

Em discurso para lideranças políticas, militantes e apoiadores, Wagner contou que deixou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o Palácio de Ondina, mesmo diante da resistência do então presidente.

“O presidente Lula disse: ‘Galego, não vá não, porque eu preciso de você’. Eu respondi: ‘Vou, porque sinto que o povo da Bahia quer um governo semelhante ao seu, que respeita o povo e cuida da vida das pessoas, principalmente de quem mais precisa’.”

Ao destacar as realizações dos governos petistas, Wagner citou a expansão da educação superior e do ensino técnico no estado.

“Antes do Lula, a Bahia tinha apenas uma universidade federal. Hoje a juventude baiana tem seis universidades federais, além das estaduais.”

O senador também ressaltou o crescimento da rede de educação profissional.

“Até 2003, a Bahia tinha apenas uma escola técnica. Hoje são 37 escolas técnicas espalhadas pelo estado e outras 18 em construção.”

Na sequência, o petista fez referência ao cenário eleitoral de 2006, lembrando que iniciou a campanha com baixo índice de intenção de votos.

“Eu tinha só 2%. O presidente Lula me disse: ‘Se você chegar ao segundo turno, eu vou lhe ajudar’.”

Segundo Wagner, a expectativa da maior parte das análises políticas era de reeleição do então governador Paulo Souto ainda na primeira etapa da eleição.

“Na véspera da eleição, todos os jornais diziam que a eleição na Bahia acabaria no primeiro turno e que Paulo Souto seria reeleito.”

Em seguida, arrancou aplausos ao recordar o resultado das urnas.

“Metade da notícia estava certa. A eleição acabou no primeiro turno. Só que quem ganhou fui eu.”

Encerrando o relato, o senador atribuiu a vitória à perseverança e à confiança durante a campanha.

“Sabe o que é isso? É ter fé em Deus e não ter medo do serviço.”

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