A convenção estadual que oficializou nesta quarta-feira (22/07), no Centro de Convenções de Salvador, a candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia também homologou a chapa majoritária da oposição, formada por União Brasil, PP, PL, PSDB/Cidadania, Republicanos, Democracia Cristã e Podemos. Entre os discursos do dia, o do senador Angelo Coronel (Republicanos), candidato à reeleição no Senado, chamou atenção pelo tom pessoal escolhido para apresentar sua nova fase política.
Coronel abriu a fala pela própria história, contando que saiu de Coração de Maria aos nove anos para estudar em Salvador e resumiu esta experiência em uma frase que define sua essência: "eu não aprendi o interior em campanha eleitoral, eu nasci nele". Dali em diante, tratou trajetória pessoal e mandato como a mesma coisa.
Citou entregas concretas: a lei que exige cacau de verdade no chocolate, da qual foi relator; a proposta que reduz a contribuição previdenciária dos pequenos municípios; e a relatoria do orçamento, que garantiu recursos para o Gás do Povo e o Minha Casa, Minha Vida. Em cada exemplo, fez questão de amarrar o resultado em Brasília à experiência de quem já administrou uma prefeitura e sabe, segundo disse, "o peso de cada linha de uma peça orçamentária".
Foi com esta base que tratou da mudança de aliança. Afirmando que não mudou, que "o grupo político mudou de caminho", e evitou qualquer tom de ataque ao adversário anterior. Preferiu situar a decisão como continuidade natural de um compromisso antigo com os municípios, não como troca de lado.
Encerrou declarando apoio a ACM Neto, Zé Cocá e João Roma, e reforçou o vínculo com prefeitos e vereadores presentes no evento. A fala confirmou o papel que Coronel deve ocupar na campanha: o de ponte entre a chapa majoritária e o interior baiano, terreno que conhece desde antes de entrar para a política.
Foto: Affonso Fontoura