O senador reeleito Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, nesta quinta-feira (8), que pretende apresentar medidas para contestar as acusações relacionadas ao chamado Caso Master e provar sua inocência. O parlamentar foi entrevistado pela rádio A TARDE FM.
Wagner voltou a afirmar que não teve negócios com o Banco Master e relacionou o início de sua relação com o empresário Augusto Lima ao processo de privatização da Cesta do Povo, rede de supermercados que pertencia ao governo da Bahia.
Relação com a Cesta do Povo
“Eu já disse que nunca tive negócio com o Banco Master. Nós privatizamos a Cesta do Povo em março/abril de 2018, quando não tinha Banco Master. Eu conheci o senhor Augusto Lima, que era vendedor de consignado e tinha se juntado com um empresário espanhol para arrematar a Cesta do Povo”, afirmou Wagner.
O senador também mencionou o período em que o Banco Master foi criado e citou a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. Wagner destacou que Campos Neto havia sido indicado para o cargo pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Wagner questiona investigação
Wagner afirmou ainda que assinou o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o Banco Master. Segundo ele, o caso também envolveu outros políticos baianos, mas com abordagens diferentes durante as apurações.
“Eu assinei a CPI do Banco Master. Sobre as operações, recentemente apareceram coisas contra políticos baianos que não tiveram o dissabor de busca e apreensão. Houve um viés político naquele show que fizeram para mim”, afirmou.
Defesa será apresentada após eleição
O senador disse que pretende aguardar o fim do segundo turno para que seu advogado apresente as medidas que, segundo ele, serão usadas para contestar as acusações. Wagner afirmou que a estratégia jurídica terá como objetivo demonstrar sua inocência no caso.
“Estou esperando que passe o segundo turno da eleição para que os meus advogados apresentem as ações para provar a minha inocência”, declarou.