O deputado estadual Eduardo Salles (PV) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (5), data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, para fazer uma dura cobrança à Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). O parlamentar criticou o cronograma da concessionária que adia para o período entre 2027 e 2033 as obras de implantação dos sistemas de esgotamento sanitário nos municípios que abrigam as nascentes do Rio Paraguaçu, localizados na região da Chapada Diamantina.
Salles alertou que a falta de prioridade na execução das obras de saneamento básico em cidades como Ibicoara, Barra da Estiva, Mucugê, Andaraí, Itaetê e Marcionílio Souza resulta no despejo contínuo de dejetos nos afluentes das bacias hidrográficas do Paraguaçu e do Rio de Contas, comprometendo a segurança hídrica do estado.
"EMBASA ERRA AO NÃO PRIORIZAR A EXECUÇÃO DOS SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NAS NASCENTES DO RIO PARAGUAÇU, NA CHAPADA DIAMANTINA. — Hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente, venho, por meio das minhas redes sociais, solicitar a sensibilidade do presidente da Embasa para a bacia hidrográfica do rio Paraguaçu, a mais importante do estado em relação ao abastecimento humano de Salvador, região metropolitana e outras dezenas de municípios ao longo do seu trajeto. Há tempos, durante diversas audiências em que participei, tenho alertado ao presidente da concessionária, Gildeone Santos, sobre a urgência na implantação do sistema de esgotamento sanitário nas nascentes deste importante rio na Chapada Diamantina, especialmente nos municípios de Ibicoara, Barra da Estiva, Mucugê, Andarai, Itaetê e Marcionílio Souza, que atualmente jogam seus dejetos nos afluentes das importantes bacias hidrográficas do Paraguaçu e de Contas", cobrou o deputado.
O parlamentar detalhou a dimensão do Rio Paraguaçu, que se estende por cerca de 600 quilômetros e atravessa 20 municípios até desaguar na Baía de Todos-os-Santos, abrigando três barragens estratégicas em seu curso. Diante do impacto direto no abastecimento de 60% da Região Metropolitana de Salvador (RMS), o deputado classificou o planejamento da empresa pública como inaceitável e desprovido de senso de urgência.
"Segundo a presidência da EMBASA, a previsão é que a recuperação de nascentes e de implantação do esgotamento sanitário ocorra apenas a partir de 2027 até 2033. Uma insensibilidade sem tamanho e pouca noção de urgência com o rio Paraguaçu, responsável pelo abastecimento de 60% da Região Metropolitana de Salvador e que tem três importantes barragens ao longo do seu curso", argumentou Salles.
Para reverter o cenário e garantir a antecipação dos investimentos, o deputado estadual anunciou duas medidas institucionais articuladas no âmbito político e legislativo. Ele pretende levar a demanda diretamente ao chefe do Executivo baiano e formalizar um pedido de esclarecimentos junto ao colegiado técnico da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
"Conversarei com o governador Jerônimo Rodrigues sobre o assunto porque sei que ele conhece, é sensível à questão e pode determinar a celeridade à execução dos sistemas de esgotamento sanitário nesses municípios. Também vou propor na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo a convocação do presidente da EMBASA para ele esclarecer ao Legislativo o porquê de não começar, o mais rápido possível, a implantação do sistema de esgotamento sanitário em Barra da Estiva, Ibicoara, Mucugê, Itaetê, Andaraí e Marcionílio Souza", concluiu o parlamentar do PV.