"É fundamental que tenhamos leis mais duras", defende João Roma ao propor tecnologia nas fronteiras contra o crime organizado

Foto: Divulgação
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O candidato ao Senado pelo PL, João Roma, defendeu o endurecimento da legislação penal e o reforço da fiscalização nas divisas territoriais como estratégias centrais para combater a expansão do crime organizado na Bahia. As declarações foram dadas durante entrevista concedida à emissora Band Bahia nesta quarta-feira (2).

 

Roma ressaltou que a atuação do Congresso Nacional deve estar voltada para garantir suporte legislativo e orçamentário às unidades federativas vulneráveis ao trânsito de ilícitos.

 

"Podemos ter leis mais duras. E, sobretudo, cabe ao Senado também defender as unidades federativas dos estados brasileiros. E eu quero ser essa voz da Bahia, pessoal. Muitas vezes, uma fronteira que parece distante de nós é o que traz e está viabilizando e fortalecendo o tráfico de drogas, de outros itens, de armas, até de cigarro contrabandeado, que chega aqui no estado da Bahia favorecendo a presença do crime organizado", declarou o postulante ao Senado.

 

Tecnologia, inteligência e atuação da PRF

O candidato destacou que a contenção da violência na Bahia passa pelo investimento em modernização tecnológica e monitoramento das rodovias federais que cortam o estado, citando operações bem-sucedidas coordenadas por órgãos federais.

 

"É fundamental que tenhamos leis mais duras e que isso possa ter um maior fortalecimento nas fronteiras, com utilização de tecnologia, de drones e equipamentos, onde a própria Polícia Rodoviária Federal hoje, através do seu departamento de informação, consegue levantar muitas rotas. Eu me recordo, há tempos atrás, que grandes apreensões que ocorreram aqui na Bahia foram frutos de um trabalho de inteligência da Polícia Rodoviária Federal junto com a Polícia Federal, monitorando com softwares inteligentes e cruzamento de placas", argumentou Roma.

 

O ex-ministro apontou ainda que grandes remessas de materiais ilegais costumam trafegar em direção a entroncamentos rodoviários estratégicos no estado, como a região de Feira de Santana.

 

"Terminaram indo prender em BRs aqui na Bahia, um ou outro até chegando nas proximidades de Feira de Santana, com cargas de entorpecentes, de cigarro contrabandeado e, às vezes, até armas. É preciso endurecer as penas e ter tecnologia suficiente dando suporte para que os nossos policiais possam defender a nossa população", concluiu.

 

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