Conheça quatro nomes do PT cotados para disputar a Prefeitura de Salvador em 2028

Foto: Divulgação
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O Partido dos Trabalhadores (PT) já articula a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028, apesar de o foco do momento estar no segundo turno da eleição presidencial. Apuração do Classe Política aponta quatro nomes citados nos bastidores como possíveis candidatos da sigla ao Palácio Thomé de Souza: o deputado estadual Robinson Almeida, reeleito para o cargo, e as deputadas eleitas Rowenna Brito, Vilma Reis e Maria Marighella.

A última vez que o PT lançou um candidato próprio com trajetória orgânica no partido à Prefeitura de Salvador foi em 2012, com Nelson Pelegrino. Naquele ano, ele obteve 46,49% dos votos válidos e foi derrotado por ACM Neto, eleito com 53,51%.

Em 2016, a candidatura da base governista ficou com a deputada federal Alice Portugal, do PCdoB, em uma articulação que envolveu o então governador Rui Costa. Ela recebeu 14,55% dos votos. Em 2020, o PT lançou Major Denice, que havia ingressado no partido em março daquele ano. Idealizadora e cofundadora da Ronda Maria da Penha, ela obteve 18,86% dos votos e foi derrotada por Bruno Reis, do então DEM, que conquistou 64,20%.

Na eleição de 2024, o PT chegou a apresentar Robinson Almeida como pré-candidato, mas uma articulação liderada pelo senador Jaques Wagner resultou na escolha do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que representou a base do governador Jerônimo Rodrigues. O emedebista obteve 10,33% dos votos, enquanto Bruno Reis foi reeleito com 78,67%.

A reportagem do Classe Política apurou que dirigentes e militantes petista trabalham com a perspectiva de lançar candidatura própria em 2028. Entre os fatores considerados nas discussões internas estão a avaliação sobre a gestão de Bruno Reis e a intenção de ampliar a participação do partido no debate sobre os problemas da capital. A estratégia também leva em conta o resultado da eleição municipal de 2024, quando a base governista perdeu espaço na Câmara Municipal. O PT deixou de ocupar três cadeiras e reelegeu apenas a vereadora Marta Rodrigues, irmã do governador Jerônimo Rodrigues.

Os quatro nomes mencionados apresentam trajetórias e bases eleitorais distintas. Robinson Almeida foi reeleito deputado estadual para o terceiro mandato e obteve 17.712 votos em Salvador. Ele também foi secretário de Comunicação nos governos de Jaques Wagner.

Rowenna Brito, ex-secretária estadual da Educação e próxima ao governador Jerônimo Rodrigues, recebeu 34.816 votos na capital. Vilma Reis, socióloga e ativista do movimento negro, foi eleita com 50.902 votos em Salvador. Já Maria Marighella, neta do militante político Carlos Marighella, é ativista cultural, ex-vereadora de Salvador e ex-presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Ela obteve 51.233 votos na capital.

A expectativa é que as articulações para a escolha do candidato avancem ao longo de 2027, quando os possíveis postulantes deverão buscar apoio dentro do partido e na base governista para viabilizar seus nomes.

Fontes ouvidas pelo Classe Política avaliam que o governador Jerônimo Rodrigues deverá conduzir a articulação de sua base para as disputas municipais nos principais centros eleitorais da Bahia, entre eles Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista.

Na capital, interlocutores apontam como fatores para a definição da estratégia os resultados das últimas eleições municipais, o desempenho eleitoral de Jerônimo Rodrigues no pleito estadual deste ano e a mobilização de apoiadores de Lula em Salvador. No primeiro turno da eleição presidencial, o presidente obteve 65,26% dos votos válidos na capital baiana.

Nesse contexto, a possibilidade de uma candidatura própria do PT à Prefeitura de Salvador em 2028 passou a integrar as discussões internas do partido, embora a definição do nome dependa das articulações políticas previstas para o próximo ano.

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