O senador e candidato à reeleição Ângelo Coronel (PSD) afirmou, neste sábado (15), durante sabatina do A Tarde, que considera complexa a disputa pelas duas vagas ao Senado e questionou a grande diferença entre resultados apresentados por diferentes pesquisas eleitorais.
Coronel relembrou sua experiência na eleição anterior para destacar que os números podem mudar significativamente ao longo da campanha. Segundo ele, faltando 15 dias para a votação, aparecia com 9% das intenções de voto e terminou o pleito com 34%.
“Olha, é pesquisa sobre a chapa de senador, ela é muito complexa. Eu digo a vocês que há sete anos atrás, faltando ainda 15 dias para as eleições, eu só tinha 9%. E terminei o pleito com 34%. Então, já tenho essa experiência do passado”, afirmou.
O senador disse que tem observado uma evolução de seus números nas pesquisas, mas afirmou não querer questionar a metodologia dos institutos. Para ele, o que chama atenção são as diferenças expressivas entre levantamentos realizados em períodos próximos.
“Eu não gosto de criticar pesquisa nenhuma. Acho que todos têm suas metodologias. O que me causa surpresa é você tirar uma hoje, o candidato tem 50, já a outra vai cair pra 20”, declarou.
Na avaliação de Coronel, a discrepância dificulta a interpretação dos resultados por parte do eleitor.
“Mas você não sabe: você vai acreditar na que deu 50 ou na que deu 20?”, questionou.
Diante desse cenário, o senador defendeu que o contato direto com o eleitor é o principal termômetro para medir a força de uma candidatura.
“Acredito que a melhor pesquisa é aquela que é a pesquisa: você sair, visitando, pedindo voto, conversando, mostrando suas propostas, mostrando realmente o que quer fazer no Senado”, afirmou.
Coronel cobra foco nos temas do Senado durante debates
Durante a sabatina, o candidato também defendeu que os debates eleitorais entre postulantes ao Senado sejam concentrados em assuntos relacionados às atribuições do Poder Legislativo.
Coronel criticou a possibilidade de candidatos ao Senado utilizarem os debates para discutir questões próprias da disputa pelo governo estadual.
“Querer dialogar uma candidatura ao Senado como se fosse candidato a governador”, afirmou.
Para o senador, caso um candidato ao Senado queira disputar um debate centrado no Poder Executivo, deveria concorrer ao cargo de governador.
“Se algum desses candidatos ao Senado quiserem debater o Executivo, eu acho que ele deve renunciar à candidatura ao Senado, pedir ao seu governador da chapa que renuncie. Ele tem o lugar que ele quer, para esse fórum do debate de Executivo com Executivo”, declarou.
Coronel afirmou ainda que pretende cobrar dos demais candidatos, nos debates, discussões relacionadas às funções de um senador.
“Com certeza serão enquadrados para quando tiver um debate de Legislativo, de senador, que se atenha à pauta legislativa, não à pauta executiva”, concluiu.