ACM Neto rebate Sesab e diz que PIX Saúde é diferente de modelo já existente no SUS

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) rebateu, nesta quarta-feira (12), a avaliação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) de que o PIX Saúde, proposta apresentada por ele para a área da saúde, já estaria contemplado no modelo de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante entrevista à Central das Eleições, ACM Neto classificou a posição da secretaria como “claramente negacionista” e criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) por, segundo ele, não reconhecer os problemas enfrentados pela população baiana na saúde pública.

“Essa declaração da Secretaria de Saúde é a mesma do governador Jerônimo Rodrigues, num caráter claramente negacionista. Infelizmente, a Bahia hoje tem um governador negacionista”, afirmou.

Na sequência, o candidato citou problemas nas áreas de segurança pública e saúde para sustentar a crítica. Segundo ACM Neto, o governo estadual estaria apresentando uma realidade diferente daquela vivenciada pela população.

“Eu não vou ser governador para viver numa realidade paralela. Eu quero ser governador para enfrentar o problema”, declarou.

Regulação e atendimento no interior

ACM Neto afirmou que tem percorrido diferentes regiões do Estado e relatou ter encontrado famílias que enfrentam dificuldades para conseguir consultas, exames, tratamentos e internações por meio da regulação.

O candidato defendeu uma estratégia mais ampla para a saúde, que, segundo ele, não se limitaria ao PIX Saúde. Entre as medidas citadas estão a ampliação de hospitais gerais no interior, sobretudo em áreas que ainda não contam com unidades públicas com estrutura suficiente, além de parcerias com prefeituras.

A proposta, segundo ACM Neto, seria conversar com prefeitos independentemente de partido político para ampliar e modernizar hospitais municipais.

“Eu quero sentar com os prefeitos, independentemente do partido, se votou em mim ou não votou em mim, vou conversar com os prefeitos para transformar o hospital municipal em uma unidade ampliada, reformada, com novos equipamentos, com novos profissionais”, afirmou.

O candidato também defendeu a expansão de tratamentos especializados para o interior, citando a oncologia como exemplo.

Ao mencionar o Hospital Aristides Maltez, em Salvador, ACM Neto argumentou que pacientes de regiões distantes precisam percorrer longas distâncias para ter acesso ao tratamento contra o câncer.

“Imagine o que é para uma família do Oeste ou do Extremo Sul ter que andar mais de mil quilômetros para fazer um tratamento contra o câncer aqui em Salvador. Nós temos que levar isso para o interior”, disse.

Como funcionaria o PIX Saúde

Na entrevista, ACM Neto explicou que o PIX Saúde seria acionado em situações nas quais pacientes em estado grave não encontrassem vaga disponível na rede pública.

A proposta prevê que o governo estadual compre atendimento na rede privada para casos considerados urgentes, incluindo situações como infarto, AVC, politraumatismos e partos de alta complexidade, além de casos críticos envolvendo recém-nascidos.

“Está lá na fila da regulação. A pessoa teve um infarto, a pessoa teve um AVC, a pessoa teve um acidente onde sofreu politraumatismo, a pessoa está entre a vida e a morte”, afirmou.

Segundo o candidato, a medida também contemplaria mães que precisem de atendimento para partos complexos e crianças ou bebês em estado crítico.

A diferença apontada por ACM Neto em relação ao modelo já existente, segundo a própria explicação apresentada na entrevista, seria a intenção de o Estado comprar efetivamente a vaga na rede privada quando a rede pública não conseguir atender o paciente em uma situação urgente.

“Não tem vaga no hospital público, aí a gente vai comprar a vaga na rede particular”, declarou.

Fiscalização dos recursos

ACM Neto afirmou ainda que a execução da proposta seria acompanhada por órgãos de controle. Segundo ele, o credenciamento das unidades e a aplicação dos recursos seriam realizados de maneira transparente, com acompanhamento do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e da Auditoria Interna do Estado.

“Tudo isso vai ser feito de maneira transparente, com credenciamento, com acompanhamento da aplicação dos recursos pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas do Estado, pela Auditoria Interna do Estado”, disse.

Ao finalizar a explicação, o candidato voltou a enfatizar que o objetivo do PIX Saúde seria garantir atendimento imediato em situações nas quais não houvesse vaga disponível na rede pública.

“A ideia, diferente do que existe hoje, é que o Estado, de fato, quando necessário, compre a vaga na rede particular para garantir aquele atendimento imediato, urgente, da pessoa que está para morrer”, afirmou.

Compartilhe:

Siga a gente Instagram | Facebook | Twitter | Youtube

LEIA TAMBÉM

PUBLICIDADE

REDES SOCIAIS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido.