O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, afirmou nesta terça-feira (21), em entrevista à Rádio Antena 1, que pretende conciliar a participação política na formação de sua eventual equipe de governo com a escolha de secretários com perfil técnico e qualificação para as funções.
Neto declarou que buscará construir uma maioria na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), mas garantiu que não pretende permitir que partidos políticos tenham controle sobre as secretarias estaduais.
“Nós, claro, vamos conciliar as indicações políticas, vamos procurar ter maioria na Assembleia Legislativa, vamos ter a tranquilidade para conduzir o governo, mas eu não vou deixar partido político comandar a secretaria nenhuma”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, eventuais indicações ligadas a partidos deverão ser feitas em acordo com o governador e terão de atender às metas e diretrizes estabelecidas no plano de governo.
“As indicações que eventualmente tenham relação com o partido político serão feitas em comum acordo comigo, de pessoas que vão ter que responder ao plano de governo, às metas estabelecidas, ao plano de trabalho para a gestão e pessoas que tenham absoluta qualidade”, disse.
Na entrevista, ACM Neto também criticou o que considera uma perda de prioridade em áreas estratégicas da economia baiana. Ele citou as secretarias de Cultura e Turismo, Agricultura e Indústria e Comércio como setores que, na sua avaliação, precisam de uma reformulação.
Ao falar especificamente sobre a Agricultura, o ex-prefeito afirmou que, caso seja eleito, pretende escolher um secretário com perfil técnico e diálogo direto com representantes do setor produtivo.
“Na minha gestão, se Deus quiser, a gente ganha na eleição, secretário de Agricultura vai ser técnico, escolhido em diálogo com sindicatos rurais, confederações, com produtores”, declarou.
Neto também defendeu o redesenho das secretarias responsáveis por áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico do estado. A proposta, segundo ele, seria retirar esses setores da lógica de distribuição política e fortalecer a formulação de políticas públicas.
“A mesma coisa vale para a Secretaria de Turismo. A mesma coisa vale para a Secretaria de Indústria e Comércio. Vão deixar de ser aquele patinho feio, o cala-boca de partido e vão fazer política pública para gerar desenvolvimento para o nosso Estado, que aí está a base econômica da Bahia”, afirmou.