O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, rebateu nesta sexta-feira (29) as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), ao Programa de Governo Participativo (PGP), promovido pelo grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Durante entrevista, Wagner afirmou que as declarações do adversário refletem incômodo com a mobilização popular construída pelo campo governista na Bahia.
“É gozado, porque ele não tem nada para apresentar. Por onde ele passa só tem dado mico e vazio. Então ele está com inveja do nosso movimento e fica criticando”, declarou.
O petista negou que os encontros do PGP sejam restritos ou controlados por militantes.
“Não tem ambiente controlado nenhum. Não tem polícia na porta. Vai quem quer. E graças a Deus sempre tem dado cheio”, afirmou.
Jaques Wagner também acusou ACM Neto de possuir uma visão autoritária sobre gestão pública e participação popular.
“A cultura deles é autoritária. Eles acham que ouvir o povo baiano e perguntar quais são as prioridades não é governar. Eles acham que governar é mandar e os outros obedecerem”, disparou.
Ao comentar a provocação feita por ACM Neto sobre a Ponte Salvador-Itaparica, Wagner afirmou que as obras seguem avançando.
“Ele fala para fazer o PGP no pilar da ponte, mas já tem 800 toneladas de material para a obra”, disse.
O senador ainda comparou a situação da ponte com obras deixadas inacabadas por antigos governos de oposição na Bahia.
“Eu podia mandar ele falar lá na porta do metrô, que eles deixaram 40 anos parado e nós colocamos para funcionar com 40 quilômetros”, afirmou.
Na entrevista, Wagner também direcionou críticas à gestão municipal de Salvador durante o período comandado por ACM Neto.
“O candidato da oposição deveria dizer o que fez em Salvador e o que quer fazer na Bahia. Salvador é a terceira pior capital em educação infantil, tem a pior oferta de creche do Brasil e a quarta pior capital em qualidade de vida”, declarou.
Para o senador petista, os indicadores da capital enfraquecem o discurso político do ex-prefeito.
“Se é isso que ele quer levar para a Bahia, vai ter dificuldade de conseguir adesão para um programa tão ruim”, completou.