Pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto criticou nesta quarta-feira (1º), durante entrevista à rádio Baiana FM, a condução do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em relação à Ponte Salvador-Itaparica. O ex-prefeito de Salvador afirmou que não teria “coragem” de voltar a pedir votos tendo feito a promessa de entregar a obra sem cumpri-la.
“Se há quatro anos atrás eu tivesse sido eleito governador, como ele foi, tivesse prometido solenemente entregar a ponte, como ele prometeu, e essa promessa tivesse acontecido com um governo que já era o quinto governo e, portanto, já ia para 20 anos, eu não teria coragem de voltar a uma campanha eleitoral, como ele está voltando, para tratar desse tema. Não teria coragem”, afirmou.
Na sequência, ACM Neto disse que sua crítica é direcionada à gestão do governador e não ao aspecto pessoal.
“Realmente, eu me impressiono com a coragem do governador Jerônimo Rodrigues. E eu não estou falando da pessoa, não. Eu estou falando do gestor”, declarou.
Para o pré-candidato, o atraso da Ponte Salvador-Itaparica decorre da falta de liderança e gestão do governo estadual, e não da ausência de tempo ou de apoio institucional.
“O que faltou nesse tempo para a ponte sair? Faltou liderança, faltou gestão, faltou reunir equipe, faltou estabelecer prazo, faltou cobrar meta. Porque as condições eles tiveram. Tempo não faltou. Foram 20 anos de governo, com apoio do governo federal durante 14 desses 20 anos. Então não tem nada que justifique”, disse.
ACM Neto também criticou a agenda realizada pelo governo em torno do empreendimento e a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“É um absurdo, uma vergonha, eles irem hoje fazer foto e ainda levar o presidente lá”, afirmou.
O ex-prefeito voltou a sustentar que Lula pode ter recebido informações equivocadas sobre o andamento da obra.
“Realmente, mais uma vez, eu espero que, de boa-fé, Lula possa estar sendo enganado. Talvez agora ele perceba que, há um ano, quando deu a entrevista dizendo que a ponte tinha começado, não existia nada”, concluiu.