O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto (PT), avaliou os impactos do cenário político de Brasília nas disputas eleitorais locais durante entrevista concedida ao programa Se Liga Bocão, da rádio Baiana FM, nesta quarta-feira (9). O parlamentar, que disputa a reeleição no pleito de outubro, comentou os recentes desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF) e rechaçou a tese de contaminação da campanha na Bahia.
Ao analisar a intervenção do ministro Edson Fachin diante dos questionamentos jurídicos envolvendo o comando da Polícia Federal e decisões proferidas por outros magistrados, Rosemberg considerou a postura da presidência da Corte adequada para reestabelecer o fluxo institucional.
"É natural que toda essa movimentação mova o Brasil como um todo. Mas eu entendo que o presidente Fachin tomou a medida que deveria tomar numa discussão onde gera dúvidas com relação às decisões. Ele chamou para si e restabeleceu o diretor da Polícia Federal, dando um prazo de 48 horas para que ele possa se manifestar com relação ao que o ministro André Mendonça havia se posicionado", pontuou o deputado.
Prerrogativas do Executivo e separação dos Poderes
O líder governista na Alba defendeu o respeito às atribuições constitucionais do Poder Executivo em nomeações de cargos de chefia, alertando para os riscos de interferências judiciais em decisões administrativas da Presidência da República.
"Na minha opinião, a decisão é pela manutenção, porque essa é uma prerrogativa do presidente da República, seja ele Lula, seja ele Jair Bolsonaro, seja quem for. No momento em que o STF tomar uma posição de querer tirar indicações do Executivo, o Legislativo vai questionar e isso não restabelece a relação", argumentou Rosemberg.
Separação do cenário nacional do pleito baiano
Ao encerrar sua análise sobre os reflexos do impasse jurídico em âmbito estadual, o parlamentar ressaltou que as discussões de Brasília não devem alterar o cenário das candidaturas na Bahia.
"Acho que aqui na Bahia isso não vai ter interferência na política, não", concluiu o parlamentar petista.